CONHEÇA A HISTÓRIA DE DORINHA

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Storytelling, Transmedia | No dia28-03-2011

A NBS fez uma parceria com a Rede Globo e lançou uma campanha muito bacana para o Azeite Andorinha. Conheça a história de Dorinha, uma andorinha azul que veio de Portugal e durante o carnaval se apaixonou pelo Louro José, o consagrado mascote de Ana Maria Braga no programa Mais Você.

A campanha é ótimo exemplo de como usar personagens já consolidada para o público das donas de casa e inseri uma um novo personagem criando uma históra bem divertida. Primeiro foi divulgado um teaser na revista Quem em que as duas aves jantavam juntas. Amanhã o romance será revelado na TV e a ave ganhará espaços no programa e explicará sobre produtos da marca Andorinha. Além disso, a ave também terá perfis no Twitter e Facebook. Haverá ainda um blog hospedado no portal Globo.com e peças em revistas e portais.

Com toda essa atenção, Dorinha tem tudo para se tornar uma celebridade tão famosa quanto seu namorado. Quem ganha com isso é a marca Andorinha, que investiu em uma boa história e certamente colherá bons frutos.

 

SUSTENTABILIDADE E STORYTELLING. ESSA MISTURA AINDA VAI DAR O QUE FALAR.

Postado por lukso | Em Comunidades, Insights, Storytelling, Transmedia | No dia23-03-2011

O excelente vídeo de Annie Leonard – The Story of Stuff não é novidade para a maioria de nós que acompanha comunicação. Lançado em 2007, o vídeo já teve mais de 12.000.000 de acessos e na época do seu lançamento, gerou um buzz imenso por toda a rede.

 

Esses dias, quase que por acaso, me deparei novamente com as lições de Annie que me levaram à seguinte reflexão: a Sustentabilidade atualmente está na agenda das principais empresas do Brasil. Em um levantamento superficial, olhando para as empresas que compõem o Guia Exame de Sustentabilidade (apenas 20), percebi que somadas, essas empresas investiram mais de R$1,27 bilhões apenas em 2009. São números de respeito que estão sendo injetados em diferentes áreas de atuação que a Sustentabilidade pode alcançar.

Por um lado, esses projetos (por maiores que sejam), ainda são tocados por um grupo seleto de pessoas (restringido à áreas de sustentabilidade das empresas). Por outro, há um imensa quantidade de gente (começando pelos colaboradores dessas mesmas empresas) que está alheio a importância da consciência sustentável e não é sensibilizada por essas iniciativas. É nesse cenário que o desafio se desenha: como fazer as pessoas a pensarem (e agirem) de modo sustentável? Como tocar o coração dessas pessoas? Acredito que o sucesso de Story of Stuff nos dá uma boa pista: contando histórias.

Fico imaginando o que seriam dos relatórios de sustentabilidade se eles passassem a contar histórias ao invés de apresentar gráficos cheios de números cansativos (ou melhor, um relatório de Sustentabilidade para Ipad onde gráficos se transformam em histórias!). E se de repente essas histórias ganhassem vida dentro das empresas e se tornassem bons exemplos de práticas sustentáveis, inspirando as pessoas?

Nós estamos olhando para o tema “storytelling x sustentabilidade” com muito carinho e o resultado disso será um manifesto a ser lançado na Internet no mês que vem (clique aqui para ver nosso manifesto sobre digital e aqui sobre cultura corporativa). Se você que acredita no poder das histórias, fica o convite para participar desse exercício nos mandando comentários, exemplos ou atividades bacanas de sustentabilidade que possam tornar nosso manifesto ainda mais rico.

UMA INICIATIVA QUE VIROU HISTÓRIA

Postado por lukso | Em Campanhas, Insights, Links Comentados, Storytelling, Transmedia | No dia28-02-2011

O que você acharia de uma pessoa que se propõe a solucionar algum problema sem te cobrar nada? Confira abaixo a história de Jason Eppink, que certo dia resolveu ajudar os cidadãos de Nova York que sofriam com uma calçada imunda por causa de um encanamento.

Jason construiu uma ponte com material que encontrou no lixo e dessa forma as pessoas não precisavam mais pisar na sujeira. A atitude por si só já é bacana, mas a maneira como é contada, por meio de storytelling, deixa ainda mais interessante.

Mesmo sem ter pedido algo em troca pelo seu trabalho, Jason recebeu e muito. Foram emails, posts em vários blogs, e até matérias em jornais da maior metrópole dos Estados Unidos. Agora pense no quanto as marcas investem para ter toda essa visibilidade e respaldo junto às pessoas. Problemas para serem resolvidos não faltam, basta que as marcas tenham a iniciativa que Jason Eppink teve.

Astoria Scum River Bridge from Jason Eppink on Vimeo.

MARK ZUCKERBERG E TRANSMEDIA STORYTELLING

Postado por lukso | Em Artigos, Sem categoria, Storytelling, Transmedia | No dia09-12-2010

Esta semana fui assistir The Social Network, o filme que conta a trajetória de Mark Zuckerberg frente ao bilionário Facebook. Do ponto de vista narrativo, o filme tem uma história bacaninha e o personagem de Justin Timberlake é um show à parte. Mas ao invés de entrar no mérito da construção dramática ou o quanto ele maquia o verdadeiro Zuckerberg, quero chamar a atenção para outra questão.

Essa história, baseada em fatos reais, é super recente. Todos os personagens do filme (muito jovens) continuam vivos, tocando suas vidas.

Pois bem. Assim que acabei de ver o filme tive a curiosidade de pesquisar no Google o paradeiro dos personagens e o resultado foi divertidíssimo. Está tudo lá (não tem spoiler, ok?): Sean Parker virou consultor e dá para entrar no site da empresa dele. Os irmãos Winklevoss se tornaram atletas de primeira classe e é possível acompanhar sua performance e por aí vai. Como os fatos são recentes e a principio, verdadeiros, a vida desses caras seguiu e qualquer um pode acompanhá-las pela Internet. O que isso tem a ver com marcas?

No mundo da comunicação, muito se fala em projetos multi-plataforma, transmedia storytelling e termos do tipo. Olhar para tudo que está no entorno de The Social Network é uma grande lição sobre como fazer meios diferentes convergirem em torno de uma mensagem sem desgastá-la. A história tem personagens que têm sites reais, biografias no Wikipedia que linkam para livros, notícias e afins. A mensagem central está no filme enquanto as demais mídias enriquecem a história. No caso de The Social Network, isso não foi planejado porque as coisas simplesmente existem, são reais. Talvez por isso, olhar para as histórias por traz da história do filme é uma grande lição sobre como as marcas deveriam trabalhar seus conceitos sem ficar cansando consumidores com mensagens repetitivas em todas as mídias.

NEXTEL – O CASE DR. SAULO

Postado por lukso | Em Campanhas, Storytelling, Transmedia | No dia03-12-2010

Há mais ou menos dois meses, a Nextel estreou uma de suas campanhas características com o ator Fábio Assunção. Até aí parecia algo bem normal, ele mostrando um lado ator, falando muito de interpretação e diferentes papéis que ele tinha vivido.

Passado algum tempo, surge no Facebook, o mesmo Fábio Assunção numa ação incrível de interação e com características interessantíssimas que a fizeram rapidamente um viral. Todos queriam ver seus amigos ali participando daquela cena, que além de engraçada foi muito bem produzida. Para completar, a ação ainda se entendia por outras mídias como, por exemplo, o celular. Eu, que particularmente testei a ação logo no começo da veiculação, fiquei realmente surpreso quando em tempo real, totalmente sincronizado com a cena o Dr. Saulo me ligou e falou sobre a minha consulta. Depois disso, como complemento, recebi outra ligação da suposta secretária do médico que queria me avisar da consulta e pedir pra eu entrar num site.

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TRANSMEDIA – O CASO THE X FACTOR

Postado por lukso | Em Transmedia | No dia16-11-2010

Há algum tempo os reality shows têm se tornado uma constante na televisão mundial. De diferentes gêneros e formatos, esse tipo de programa traz pessoas anônimas que buscam um prêmio, algum tipo de transformação ou simplesmente a fama. Falando mais especificamente dos que buscam ser famosos, a maioria não alcança esse objetivo. Ainda que alguns consigam se manter na mídia e conquistar um espaço entre as celebridades, a maioria acaba voltando ao esquecimento. Mesmo os realities que se propõem a revelar talentos acabam falhando e deixando de cumprir com a promessa de transformar pessoas comuns em estrelas do cinema ou da música.

Outro dia estava navegando por uns sites e me deparei com um programa do Reino Unido chamado The X Factor. O formato é bem parecido com o American Idol (Ídolos no Brasil). Alguns candidatos brigam pelo prêmio de gravar um cd e virarem estrelas da música. Toda semana um candidato é eliminado sobrando apenas o vencedor. Mas o que mais me chamou atenção neste programa é a maneira como eles conduzem a história dos candidatos e como expandem isso para uma experiência completa para o espectador.

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TRANSMEDIA STORYTELLING: O ENTRETENIMENTO REINVENTADO

Postado por lukso | Em Insights, Storytelling, Transmedia | No dia05-10-2010

Imagine sair de casa para assistir um filme de terror. Você para seu carro e vai caminhando até o cinema. Metros antes de entrar e comprar seu ingresso, você se dá conta que os quatro telefones públicos em sua frente estão tocando incessantemente. Muito estranho não é, para muitos, eles nem existiam mais. Enfim, você decide atender um deles, e a única coisa que consegue ouvir são fragmentos de conversas que não fazem o menor sentido. Mais estranho ainda é que na porta do cinema há um padre distribuindo livros e gritando coisas sobre o Apocalipse. Ao passar por ele, um dos livrinhos é praticamente colocado em sua mão e na pressa de comprar o ingresso, você acaba colocando-o dentro do bolso e esquecendo-se dele.

Entrou no cinema, o filme começa e a primeira coisa que aparece na tela é um convite para enviar um SMS para um determinado número. Você manda e durante todo o filme, recebe mensagens estranhas. Alguns celulares tocam, mas o filme se desenrola naturalmente. No entanto, a grande surpresa acontece quando você chega em casa. Ao colocar a mão no bolso, acha o livrinho que o padre entregou e ao olhar em seu verso, lê um convite a entrar em um site e participar de um jogo. Tudo bem até aí, e quando você entra no site, cadastra-se e começa a jogar. Em determinada parte do jogo, um dos telefones virtuais toca e a voz da vilã do filme começa a fazer perguntas estranhas e macabras. Você desiste de jogar, e clica no botão Sair. O botão de Sair não funciona e ao mesmo tempo uma mensagem de texto chega no seu celular questionando o porquê de você estar fugindo.

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TECNOLOGIA E OS NOVOS JEITOS DE CONTAR HISTÓRIAS

Postado por lukso | Em Campanhas, Storytelling, Transmedia | No dia01-10-2010

Com a evolução da tecnologia, as histórias ganharam novas maneiras de serem contadas. Cada vez mais, é possível interagir e dar novos rumos a elas. A Adidas Originals da Argentina conseguiu explorar essa condição muito bem com as novas ferramentas disponíveis no YouTube.

Para divulgar a nova coleção, criou uma história interativa que permite a quem está assistindo decidir o desenrolar dos fatos. O vídeo e todas as possibilidades disponíveis você confere logo abaixo. Para uma marca que queira utilizar o storytelling como ferramenta de gestão e comunicação, esses novos recursos tecnológicos ajudam a envolver o espectador de tal forma que ele se sinta realmente dentro daquele universo e interagindo com os personagens.

httpv://www.youtube.com/watch?v=-x3ISMFl1T0&feature=player_embedded#!

Este caso me fez lembrar a experiência feita pela banda Arcade Fire juntamente com o Google. Também a fim de lançar um novo jingle, o grupo utilizou uma nova maneira de se transmitir um vídeo clipe. Ao entrar no hotsite promocional, o usuário era convidado a, antes de apertar play, inserir um endereço qualquer. Quando ele colocava o nome de sua rua, por exemplo, o personagem do vídeo passava a caminhar na cidade escolhida e as cenas eram alocadas exatamente no endereço citado. Por mais que não fosse tão real, o simples fato de enxergar o seu prédio ou casa entre as cenas do filme cria uma sensação de interação indescritível.

http://www.thewildernessdowntown.com/

Quantas novas possibilidades não virão com os avanços tecnológicos? Se há 10 anos nos impressionávamos com um celular que toca música e hoje já temos os tão desenvolvidos tablets, como estaremos daqui a 5 ou 10 anos? Como as histórias passarão a ser contadas?

HURTS: NOVAS MANEIRAS DE SE EXPLORAR PLATAFORMAS DIGITAIS

Postado por lukso | Em Branding, Storytelling, Transmedia | No dia27-09-2010

Para divulgar o seu novo trabalho, a banda de synth-pop britânica Hurts, juntamente com a sua gravadora Sony Music, utilizou o site Spotify para criar um produto interativo e inovador no mercado da música.

Pra quem não conhece, o Spotify é um serviço de música online que permite aos seus usuários ouvir álbuns inteiros e programar suas próprias playlists gratuitamente. O serviço tem obtido grande sucesso nos países europeus em que atua, e foi deste sucesso que se originou a ação. A Sony Music realizou uma pesquisa e constatou que um público jovem e influente (denominado por eles como “Tipping Pointers”) estava deixando de ouvir estações de rádio e passando a utilizar apenas a internet para o consumo de música.

O resultado foi uma áudio novela interativa, onde os usuários podiam escolher os rumos da história. No final de cada capítulo era dado aos ouvintes um código que concedia o acesso ao capítulo seguinte. A trilha da novela foi composta com as músicas do novo álbum da banda e entre os capítulos eram exibidos pedaços dos clipes.

Mais do que exibir anúncios do novo álbum com o modelo publicitário convencional dentro do Spotify, a gravadora e a banda utilizaram o storytelling para envolver aquele grupo de consumidor e recebeu muito bem a iniciativa. Na primeira semana, foram 160.000 acessos sendo que um terço destes foram até o capítulo de número 10.

OS DESENHOS ANIMADOS E AS FRANQUIAS DE MARCA

Postado por lukso | Em Insights, Links Comentados, Storytelling, Transmedia | No dia09-09-2010

Em um dos artigos de seu blog, Henry Jenkins comenta sobre alguns heróis dos desenhos animados antigos e sobre a influência que eles exerceram sobre a geração de crianças e adolescentes que viveram aquele determinado momento. No geral, o artigo discute dois temas principais. O primeiro deles diz respeito ao quanto os antigos desenhos animados foram criados apenas como meio de vender produtos e, segundo Peggy Charren (líder do “Action for Children’s Television”) poderiam ser considerados “comerciais de meia hora”. Já o segundo e mais importante para nós, diz respeito ao quanto as derivações das histórias em brinquedos e outras franquias de marca limitam as crianças, pois não estimulam o uso da imaginação fazendo com que elas apenas repitam o que vêem na TV.

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