O SEGREDO DE KONY

Postado por lukso | Em Transmedia | No dia17-04-2012

 

Por Vinicius Pineschi

Foi no dia 5 de março que o famoso vídeo Kony 2012 foi ao ar no Youtube e rapidamente se tornou o vídeo que mais se viralizou na história.
Como todos vocês sabem, o vídeo que tem a mera função de tornar famosa a figura de vilão e guerrilheiro Joseph Kony, não é um vídeo curto. Ele tem cerca de 30 minutos e hoje totaliza 89.816.865 views no Youtube.
Mas não estamos aqui para falar a favor ou contra a campanha da Invisible Children, estamos aqui para falar do poder de uma história e como ela é capaz de engajar milhões de pessoas independentemente do tempo que ela leve para contar.
O grande segredo por trás do vídeo Kony 2012 está na aplicação da “Jornada do Herói” no próprio espectador do vídeo. Primeiramente ele te apresenta um mundo comum, o nosso mundo comum, na qual todos nós nos identificamos com algumas das cenas da introdução.
Após te contextualizar, ele apresenta um vilão (Kony) e te faz um chamado para a aventura (divulgar a causa, doar e se engajar para derrotá-lo), e antes que você pense na possibilidade de recusar, o mentor (Jason Russell) te apresenta à história do pobre menino Jacob que por ser muito marcante e comovente, acaba nos encorajando a atravessar esse primeiro limiar e nos transformar de vez em pequenos heróis dessa história.
E se você não acreditava no poder das velhas fórmulas, essa campanha veio nos provar que não importa a época, alguns mitos sempre continuaram presentes nas boas histórias.

Obs: Para quem quiser estudar mais sobre a jornada do herói, recomendamos o livro “A Jornada do Escritor” de Christopher Vogler, e para quem quiser saber o que aconteceu com a história de Joseph Kony e Jason Russel acompanhe o vídeo teaser deles sobre o novo passo dessa jornada.

 

LUKSO STORY & STRATEGY PROCURA UM NOVO CONTADOR DE HISTÓRIAS.

Postado por lukso | Em Entrevistas, Storytelling, Transmedia | No dia23-03-2012

A agência Lukso, localizada na Vila Madalena em São Paulo, procura por um estagiário de planejamento criativo.
O candidato deve saber fazer boas apresentações e ter uma boa história para contar. Tem que ser ligado no mundo do cinema, no mundo digital, estar sempre antenado no mercado publicitário e ter conhecimento de softwares será bem vindo.
De onde você veio? Para onde você quer ir? O quê aprendeu? O quê quer aprender? São perguntas simples, que todos nós nos fazemos, mas que nos motivam a continuar traçando nossos caminhos. Se você acredita que a Lukso pode fazer parte da sua história, mande seu portfólio e currículo para:

vinicius@lukso.com.br

IKEA EM – “UM APARTAMENTO NO METRÔ”

Postado por lukso | Em Branded Content, Campanhas, Transmedia | No dia18-01-2012

Por Vinicius Pineschi

Muitas pessoas disseram que o Big Brother era inútil, que “nada se aprendia lá” e que “nada prestava de lá”, mas parece que os criativos da agência francesa Ubi Bene fizeram uma bela limonada com esse limão.

Para divulgar os móveis da IKEA e o conceito “O quê dá para fazer em um espaço pequeno”, a agência criou a ação IKEA L’APPART, um mini apartamento no metrô de Paris com cinco moradores, na qual as pessoas podem observar pela janela o dia a dia deles ao vivo e a cores, em um apartamento pequeno e decorado com móveis da marca.

Essa a brincadeira vai um pouco além de uma versão do Big Brother no metrô, pois pela página da ação no facebook, as pessoas podem se candidatar para passar um dia na casa e viver na pele a experiência dos moradores.
Vale a pena conferir essa “la folie” como diriam os franceses.

“WE CREATE WORLDS, BUDDIES”

Postado por lukso | Em Artigos, Insights, Storytelling, Transmedia | No dia24-11-2011

Por Marcelo Douek – Artigo publicado no Portal PROXXIMA

Foi com essa frase que Jeff Gomez (produtor de Avatar, Piratas do Caribe, entre outros) encerrou seu keynote speech na semana retrasada durante o StoryWorld Conference, evento que reuniu mais de 500 pessoas no coração de San Francisco para discutir tendências e aplicações de Transmedia Storytelling.

Por sinal, não é à toa que o evento se chamava StoryWorld. Esse conceito foi um dos mais abordados e discutidos durante os três dias de evento. Criar universos onde as histórias possam transitar parece ser o “Crème de la Crème” da onda Transmídia. Toda a abordagem dos palestrantes foi em cima desse tipo de construção sob o argumento de que com a massificação da internet, não faz mais sentido criar uma única storyline engessada que não possa ser vivenciada ou reconstruída pela audiência. A criação de um Storyworld funcionaria como um arcabouço para novas histórias serem contadas e recontadas, seja pelo proprietário da história (estúdio ou marca), seja pelos consumidores. A medida em que o Storyworld é bem construído, essas histórias se cruzam e passam a fazer parte de um mesmo universo, criando um ambiente orgânico e interativo para a sobrevivência das propriedades intelectuais.

Tudo isso fica muito bacana nos power points que tenho visto por aí. Mas é na hora de aplicar as ideias na prática que o bicho pega. Ao mesmo tempo em que os discursos inspiraram muita gente em San Francisco, foi curioso ver de perto o paradoxo que essa disciplina (mesmo nos EUA) está enfrentando. Se por um lado os conceitos estão muito claros para a maioria das pessoas, por outro eu me decepcionei com a qualidade dos cases apresentados. É muito fácil falar de Transmedia Storytelling e olhar para as grandes franquias norte-americanas como Heroes, LOST ou 24 Horas.

Só que essa não é a realidade de nem 10% das pessoas que estavam lá. Sinto que tirando poucas exceções (The Inside Experience da Pereira&O’Dell para Intel e Semp Toshiba é uma delas), a maioria dos cases apresentados ainda estão no modo “laboratório”. Agências, produtoras e até os grandes estúdios estão tateando as atividades Transmedia. De tudo o que vi por lá, uma coisa é certa: o aprendizado virá a fórceps e será por tentativa e erro, bancado por gente que acredita na disciplina. Outra coisa importante é que os projetos Transmedia (mesmo os grandes) tem se desenvolvido de forma paulatina. Raros são os casos onde tudo já nasce pronto com mil plataformas simultâneas no ar. O que eu espero de verdade é que muito em breve, possamos transformar essas experiências em retorno financeiro, porque será o único meio de Transmedia Storytelling deixar de ser um termo atraente para entrar na agenda dos grandes executivos.

Engraçado que o “WE CREATE WORLDS” profetizado por Gomez no primeiro dia do evento ganhou um significado totalmente novo quando a conferência terminou. “WE CREATE WORLDS” é fazer acontecer mesmo que não seja da forma ideal, é aprender e desenvolver através de experiências. Tá mais do que na hora de a gente por a mão na massa e começar a criar nossos próprios universos.

QUEM VAI FICAR COM LUCY?

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Storytelling, Transmedia | No dia17-11-2011

Por Vinicius Pineschi

A agência argentina, Ponce Buenos Aires, resolveu utilizar o storytelling como ferramenta para divulgar a nova linha de desodorantes da Unilever, o Rexona Teens Love. Com o objetivo de atingir o público feminino adolescente, a agência criou a campanha em cima da narrativa da protagonista Lucy, que vive um momento de escolha de qual menino ela vai ficar.

A campanha consiste em uma série de comerciais produzidos pela LOBO I VETORZERO, que mostra um pouco do estilo dos dois pretendentes da Lucy, o Tommy e o Billy. No final de cada comercial, o público era convidado a decidir e votar com quem ela deveria ficar. Consequentemente, o namorado escolhido pelo público irá para a embalagem do desodorante junto com a Lucy.

A  direção de arte e a trilha dos filmes são muito coerente para o público e a história aborda um tema muito comum na adolescência, as “dúvidas amorosas”. E aí com quem você acha que a Lucy vai ficar?

REXONA “Tommy” from Lobo on Vimeo.

REXONA “Teens Love: Billy” from Lobo on Vimeo.

POTTERMORE: A TACADA DE MESTRE DE J.K. ROWLING

Postado por lukso | Em Insights, Sem categoria, Storytelling, Transmedia | No dia26-10-2011

Por Marcelo Douek

Depois de 13 anos escrevendo um sucesso atrás do outro, muitas pessoas ficaram se perguntando como J.K. se saíria ao final da saga de Harry Potter. Essas pessoas (eu, inclusive) estavam fazendo a pergunta errada.

Como terminar uma história de um personagem que cresceu junto com toda sua geração, influenciando e estimulando a imaginação de jovens por todo o mundo? Faz algumas semanas que J.K. Rowling trouxe a resposta e pra mim, ela não poderia ser mais genial: o portal POTTERMORE.

POTTERMORE será um canal de conteúdos exclusivos ligado ao universo de Harry e seus amigos. Ali, J.K. vai oferecer novas histórias, anotações e uma série de textos que não foram para os livros (nem filmes) que fazem parte de todo o repertório da autora e que agora será dividido com seus fãs.

Só isso já seria suficiente para milhares de pessoas se inscreverem no portal para receber esse tipo de conteúdo, não? Mas ela vai além: nesse portal, J.K. vai convidar os leitores a escreverem novas tramas com ela, colaborarem em uma história mais rica, mais envolvente e principalmente, totalmente digital. Com POTTERMORE os fãs farão (de fato) parte da história, algo impensável há anos atrás.

E pra finalizar a tacada de mestre, essa iniciativa quebra um baita paradigma da industria editorial: J.K. eliminou os intermediários. Ela vai receber toda a receita (inscrições, mensalidades etc) vinda diretamente dos fãs, ou seja, não precisará mais de editores, distribuidores e gráficas. Por outro lado, o conteúdo pode ter um preço mais acessível já que a cadeia toda foi quebrada. Ponto pra J.K.. Confira o videoteaser abaixo e fique de olho nos próximos passos.

 

COCA-COLA & THE GREAT HAPPYFICATION

Postado por lukso | Em Branded Content, Branding, Campanhas, Insights, Storytelling, Transmedia | No dia19-09-2011

Por Marcelo Douek

Se existe uma marca que faz  bom uso das histórias como plataforma de branding, essa marca é a Coca-Cola. O que eu acho que eles tem de diferente das outras marcas (principalmente de uns tempos pra cá) é que o pessoal da Coca conseguiu perceber que quando uma história é poderosa, ela pode ter vários desdobramentos e perdurar por muito tempo. Lá atrás, em 2006, quando a Coca-Cola lançou seu filme Happiness Factory, ficou evidente que a marca buscava um novo formato para estabelecer conexões com seus consumidores. Acontece que aquela peça tinha um “potencial de storytelling” que ia muito além do primeiro filme de 30″. O tempo foi passando e ao invés de correr atrás da próxima história (como a maioria das marcas fazem), a Coca-Cola se ateve a mesma história e fez com que ela ganhasse  texturas, abordagens e principalmente, um plano ilimitado de ativações ao redor do globo (praticamente todas reforçando a história inicial).

Essa semana a marca lançou mais um capítulo (que pela pegada do filme, tá longe de ser o útlimo) dessa fantástia história que é a Happiness Factory. Abaixo, você confere um curta-metragem que trás um novo olhar (em conteúdo e forma) sobre a mesma história. A novidade (além do tom musical) é que as personagens agora dialogam entre si e ganharam camadas de personalidade, o que abre perspectiva para novas jornadas dentro do universo Happyness Factory. Note também que a garrafa (principal personagem do primeiro filme) virou um mero pano de fundo para as questões essenciais da marca, agora passadas pelas personagens. Em termos de contrução narrativa, considero esse modelo uma evolução e tanto! Tomara que essa seja só mais uma etapa do maravilhoso mundo da Happyness Factory e que mais histórias venham por aí. O Storybeats continuará de olho.

 

TOYOTA AUTO BIOGRAPHY

Postado por lukso | Em Artigos, Branded Content, Branding, Campanhas, Colaborações, English Version, Histórias que Fazem o Bem, Insights, Matérias, Redes Sociais, Storytelling, Transmedia | No dia26-07-2011

Toyota está incentivando os proprietários de seus carros a compartilhar histórias sobre seus veículos.

De acordo com Bob Zeinstra da Saatchi & Saatchi agencia que criou da campanha “Auto Biography”, a idéia principal é dar uma resposta à “onda de apoio demonstrado pelos nossos clientes”, após os problemas de recall  de veículo que tiveram em 2010.

Com mais de 470 mil “likes”, 11.500 histórias e oito vídeos de animação baseados nas próprias histórias, a Toyota além de aproximar seus clientes mais fiéis à marca, adquire uma grande fonte de informação e idéias: as histórias enviadas.

Em um esforço para conectar os proprietários de Toyota, a ação online também permite fazer upload de vídeos e fotografias com experiências associadas ao seu veículo. Usando proprietários de Toyota reais como inspiração, a campanha tem acumulado uma série de contos intrigantes, que vai do cotidiano ao fantástico

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OS PRINCIPAIS CONCEITOS DE TRANSMEDIA STORYTELLING, POR MARCELO DOUEK.

Postado por lukso | Em Artigos, Storytelling, Transmedia | No dia20-07-2011

Esse artigo foi destaque no portal ProXXima, por Marcelo Douek (sócio diretor da consultoria LUKSO Story & Strategy)

Em um primeiro momento, Transmedia Storytelling pode ser definido como uma técnica para se contar histórias em diferentes plataformas. Se pararmos para pensar, não é de hoje que estamos acostumados a consumir conteúdos que gostamos em diferentes meios. Quando um filme é lançado, por exemplo, não demora muito para saírem histórias em quadrinhos, jogos e outros produtos sobre aquela mesma história. No entanto, ao estudarmos mais a fundo os conceitos de Transmedia Storytelling percebemos que uma narrativa transmídia a se difere, e muito, de uma história que é somente contada em diferentes meios.

Projetos de Transmedia Storytelling oferecem ao espectador diferentes fragmentos de uma história em diferentes meios. É uma mudança singela, mas fundamental para a experiência do espectador. Nessa lógica, depois de assistirmos um filme, podemos explorar mais aspectos dos personagens e do universo em outros meios, com continuações e sub-tramas da história, ampliando nossa experiência com o conteúdo. Imagine que você foi ao cinema e ao chegar em casa, entra no site do filme e descobre um jogo onde você pode tornar-se um daqueles personagens que acabou de assistir. Diferentemente de contar uma mesma história várias vezes, este tipo de narrativa propõe um envolvimento mais intenso com consumidores.

Em um mundo cada vez mais conectado, as pessoas tendem a utilizar diversas ferramentas para buscar conhecimento e entretenimento. Isso faz com que a parte transmídia do termo “Transmedia Storytelling” seja considerada uma das maneiras mais eficazes de se relacionar com esse público.

Ao mesmo tempo, essa nova condição cultural e tecnológica faz com que as pessoas sejam diariamente bombardeadas por milhares de mensagens. Conquistar a atenção de um espectador virou tarefa difícil, e é aqui que surge a importância do storytelling. Uma história tem que ser construída de maneira consistente para que seja passível de extensão para outros meios.

Pensando assim, é possível imaginar esses conceitos colocados em prática em grandes filmes de ficção cientifica. Mas levando a questão para o mundo das marcas, tanto transmídia como storytelling vão se tornar ferramentas importantes na transmissão de mensagens. No mesmo contexto dos filmes, para uma marca transmitir sua essência e envolver o consumidor, ela terá que fazer parte da vida dele de maneira significativa. Ferramentas de comunicação convencionais sozinhos não fazem mais sentido. Acredito que a chave está em integrar os diferentes meios, contando uma história consistente para que o espectador se envolva e queira imergir na trama. Claro que por ser um conceito novo, ainda veremos muitos erros e acertos pela frente. O importante é ficarmos de olho e sempre tentarmos imaginar como envolver nosso público de uma maneira mais verdadeira.

INTERAÇÃO NO YOUTUBE

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Insights, Links Comentados, Redes Sociais, Storytelling, Transmedia | No dia19-04-2011

A cada dia que passa o Youtube lança novas ferramentas que proporcionam uma interação cada vez maior com os usuários, como os vídeos 3D e mais recentemente os vídeos interativos, que hoje em dia não são uma novidade, mas se disseminam de forma rápida entre as redes sociais em diversos formatos, seja como histórias ou em formatos de games online.

Além disso, as empresas passam a usar estratégias sociais como ferramenta para formatar campanhas cada vez mais personalizadas. Um bom exemplo é a nova campanha “Desperados” da Heineken, produto que mistura tequila e cerveja e faz muito sucesso na Europa.

O vídeo começa perguntando algumas informações pessoais para que você entre em uma festa, em seguida pede que você se conecte ao Facebook (voce pode ou não conectar-se) e a partir de então começa a interação.

Com quase 1 milhão de “views”, a peça faz ótimo uso da ferramenta de vídeos interativos do Youtube, conectando-o às redes sociais como Twitter e Facebook, o que potencializa sua disseminação e transforma o vídeo em uma experiência pessoal.

Clique aqui para conhecer o vídeo interativo.