BASF: TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DA QUÍMICA E STORYTELLING.

Postado por lukso | Em Branding, Insights, Matérias, Storytelling | No dia06-12-2011

 

Juliana “caju” Monteiro

 

A maior companhia química do mundo, gigante em suas soluções e tamanho, é também um empreendimento sustentável até em seus processos de produção (ao contrário da imagem que se tem construída de empresas químicas): essa é a BASF. O problema que a empresa enfrentava era justamente lutar contra o preconceito da sociedade de que uma empresa química nunca poderia ser sustentável e, ainda por cima, mostrar para seus colaboradores o quão sustentável a empresa realmente é.

“Tão natural quanto respirar”, foi assim que os gestores descreveram a sustentabilidade na empresa. Ações como a Fundação Espaço Eco, são apenas um pedaço da sustentabilidade da empresa, uma vez que esta trabalha em criar soluções e produtos sustentáveis,tendo seu lucro baseado nessa lógica. Porém, por simplesmente serem sustentáveis e praticarem isso a muito tempo, os colaboradores tinham dificuldade em falar e apontar o que a empresa fazia e entendia por sustentabilidade. E era desafiador tornar algo imperceptível e inerente à cultura da empresa, em uma história tangível e próxima a realidade dos colaboradores.

Após um estudo de arquétipos e uma profunda investigação para entender o personagem “Sustentabilidade” dentro da empresa, e quais seriam suas ações, foi possível detectar que esta narrativa deveria mostrar o grande peso da sustentabilidade na BASF, uma vez que os processos sustentáveis eram realmente grandiosos e completamente interligados com a produtividade da empresa, sem jamais se desvencilhar do futuro do planeta, já que soluções químicas dependem diretamente dos frutos naturais da Terra.

Assim foi montada uma narrativa que comunicou essa história aos colaboradores no “I Fórum de Sustentabilidade Corporativo”, organizado para endereçar a sustentabilidade como motriz dos negócios na BASF. Foi o começo de uma nova etapa dentro da empresa, ou melhor, uma nova narrativa inaugurada com storytelling.

A BRIGA ENTRE STORYBOARDS E PAINÉIS SEMÂNTICOS

Postado por lukso | Em Branding, Insights | No dia23-11-2011

Juliana “caju” Monteiro

 

No cinema são utilizados os famosos Storyboards para montar a filmagem e história idealizada pelo roteirista. Já foi dito aquisobre a importância dos Storyboards para a inovação em produtos, mas esse post será dedicado a como o Storyboard pode trabalhar ao lado do famoso painel semântico  na hora da construção de marca.

Através de um trabalho essencialmente imagético, o painel semântico monta associações e referências que possam compor o Universo da marca no momento de criação de logo, embalagem, merchandising , enfim, toda e qualquer manifestação sensorial da marca. Primeiro se escolhem palavras centrais, e, a partir dessas são alocadas as figuras que se queiram integrar àquelas associações, montando então um esquema visual (painel) de significações (semântico).

Já na composição de um Storyboard, é desenhado primeiramente um personagem (sua marca, ou consumidor- depende da abordagem da empresa), e projetar nele uma história com elementos tangíveis e associações reais ligadas ao seu dia-a-dia (exemplo: onde esse personagem vive? Que roupas veste? Como fala?). Nessa segunda opção o Universo não são somente signos aplicados a construção da marca, já que muitas vezes estes podem se tornar um conceito subjetivo e de difícil aplicação.

Em meio a essa reflexão o leitor pode imaginar que o que se procura sugerir aqui é que a segunda opção talvez seja mais eficiente que a primeira descrita. Porém, vendo a fundo, as duas metodologias são complementares: uma vez que montamos a história de um personagem, é possível montar um painel semântico dos possíveis caminhos e escolhas desse protagonista. Assim, o link entre o tangível (Storyboard) e o imaginário (associações do painel Semântico), se torna uma combinação perfeita para a elaboração visual da marca.

QUEM VAI FICAR COM LUCY?

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Storytelling, Transmedia | No dia17-11-2011

Por Vinicius Pineschi

A agência argentina, Ponce Buenos Aires, resolveu utilizar o storytelling como ferramenta para divulgar a nova linha de desodorantes da Unilever, o Rexona Teens Love. Com o objetivo de atingir o público feminino adolescente, a agência criou a campanha em cima da narrativa da protagonista Lucy, que vive um momento de escolha de qual menino ela vai ficar.

A campanha consiste em uma série de comerciais produzidos pela LOBO I VETORZERO, que mostra um pouco do estilo dos dois pretendentes da Lucy, o Tommy e o Billy. No final de cada comercial, o público era convidado a decidir e votar com quem ela deveria ficar. Consequentemente, o namorado escolhido pelo público irá para a embalagem do desodorante junto com a Lucy.

A  direção de arte e a trilha dos filmes são muito coerente para o público e a história aborda um tema muito comum na adolescência, as “dúvidas amorosas”. E aí com quem você acha que a Lucy vai ficar?

REXONA “Tommy” from Lobo on Vimeo.

REXONA “Teens Love: Billy” from Lobo on Vimeo.

INOVAÇÃO, DESIGN THINKING E STORYTELLING

Postado por lukso | Em Branding, Insights, Storytelling | No dia08-11-2011

Juliana “caju” Monteiro

 

 

Para os estudiosos de marketing, é fácil perceber que barreiras de entrada em novos negócios se tornam cada vez maiores, estamos em um mundo de produtos parecidos e de inovações facilmente copiáveis. A preocupação em ser desejável, prático e economicamente viável ronda as mentes criativas que devem se preocupar em trazer novas idéias e propostas para empresas se tornarem competitivas. A partir disso surgem metodologias e linhas de pensamento que procuram fugir do famoso “brainstorm”, a fim de aprimorar o que chamamos de inovação dentro das empresas.

Muito têm se falado sobre o Design Thinking (popularizado pela empresa IDEO), uma metodologia que procura criar soluções que realmente funcionem, especialmente focado no consumidor, afim de mudar e transformar mercados. Simplificando, esse é um processo que começa na pesquisa de campo apurada (aqui se pergunta ao consumidor o que ele precisa, e não como melhorar produtos já existentes), seguido de prototipagem (na criação de mockups de produtos, é possível visualizar de forma colaborativa possíveis melhorias) e experimentação (fase de testes dos produtos). De forma interativa, sempre centrado em necessidades humanas, o processo já trouxe avanços para várias empresas.

Porém, nesse processo de inovação e, em especial, no momento em que os inovadores se perguntam o que o cliente procura, a arte de contar histórias pode ser bastante útil. Em cada etapa do processo de inovação do Design Thinking está se acrescentando não só um novo elemento físico tangível, mas também interações dinâmicas (através da pesquisa e prototipagem) que prometem estender a experiência do consumidor com o produto para algo mais interativo e dinâmico. Para tanto são utilizados nas pesquisas de campo os storyboards, para entender como aquele produto/serviço será inserido na história e cotidiano do consumidor e, ao fazer isso, estamos permitindo que uma narrativa se desenvolva naquele produto, já que o usuário começa a ter voz na determinação da narração, e não mais o criativo (que muitas vezes têm apenas um olhar sobre a unidade de negócio, e não na real necessidade do consumidor).

A história aqui permite que os gerentes de marca se coloquem no imaginário do consumidor, o que pode até impedir o velho fantasma do miopia em marketing, e tragam não só valor mas também uma inovação real para os produtos, assim se diferenciando de forma significativa e perceptível ao olhar do comprador. As técnicas da narrativa auxiliam na percepção de quais passos são importantes para o Herói (consumidor), a fim de criar interação e ligação emocional com o produto e marca. Aqui se comprova que metodologia do storytelling confere também um importante papel no momento da inovação e criação de produtos, aumentado a intensidade da relevância dessa técnica na gestão das unidades de negócio.

QUAL O PODER DE UM SONHO?

Postado por lukso | Em Branding, Storytelling | No dia18-10-2011

Por Paulo Yanaguizawa

E é no poder de um sonho que a Honda, marca japonesa que tem em sua assinatura “The Power of Dreams” acredita. O tema está na essência da marca, que em 1949 fabricou o primeiro modelo de motocicleta que se chamava Dream. Para contar um pouco dos valores da Honda, a agência Michele D’auria Creative Studio de Roma optou por utilizar o storytelling. O filme, originalmente publicado em 2009, conta a história do jovem Soichiro Honda e como um sonho que ele teve originou a criação de uma das maiores fabricantes de veículos automotores do mundo. Vale a pena ver a peça e perceber o quanto o storytelling tem o poder de transmitir mensagens e facilitar o entedimento da essência e dos valores de uma empresa.

 

A HISTÓRIA DE STEVE JOBS

Postado por lukso | Em Branding, Histórias que Fazem o Bem, Insights, Storytelling | No dia10-10-2011

Juliana “Caju” Monteiro

Líder, gestor e inventor incomparável. Steve Jobs era, acima de tudo, um herói.

Com seus conflitos e crises, sempre muito públicos, o fundador da Apple construiu não só uma carreia, mas também uma trajetória de vida e, os ditos Apple Maníacos não compravam apenas o produto de alta tecnologia e criatividade: ao adquirir um produto Apple os consumidores podiam ter um pedaço da mente e genialidade do líder que Jobs se tornou.

Todos acompanharam a caminhada de Jobs. A fundação da empresa, sua demissão, e sua luta contra o Câncer, fizeram com que os espectadores vibrassem com as vitórias e vissem a marca criada por ele como um ícone da vida e trajetória da pessoa que, com seu brilhantismo e discursos inspiradores, tocavam milhares de pessoas, que eventualmente viraram consumidores. Foi uma geração de indivíduos geração que “cresceu” com ele.

O falecimento foi como o “final feliz” da história do herói que, como todos vimos, aos poucos foi ficando cada dia mais doente, e teve até que abdicar da presidência da Apple. Pode se dizer que, ao vermos a jornada de um homem que ousou pensar diferente e ser mais do que um gestor, ousando ser um líder e ícone do seu tempo, que a história e proposição da marca Apple se tornou muito mais valiosa, já que carrega uma parte da vida e história desse homem inspirador que foi Steve Jobs.

 

SMARTWATER KNOWS HOW TO GOES VIRAL.

Postado por lukso | Em Branded Content, Branding, Insights, Redes Sociais, Storytelling | No dia05-10-2011

Por Vinicius Pineschi

 

Ultimamente, as marcas querem desesperadamente  entrar na categoria de “vídeo viral ”, para poder divulgar sua marca e seus conteúdos  de forma massante no Youtube e nas redes sociais.
Mas para criar um vídeo com potencial de viralização é preciso uma boa história que engage as pessoas, porém criá-las não é fácil. Então qual seria a forma a fácil? A forma clássica e fácil, que vemos crescendo hoje em dia,  é o famoso product placement em vídeos que já são virais e que já são possuem milhões de views.
Não diferente disto, a Glacéau para divulgar sua linha Smartwater decidiu fazer um vídeo com a bela Jennifer Aniston  apresentando o produto, e interagindo com as personagens/situações de sucesso instântaneo nas telas do youtube, que vão desde as dublagens de Keena Cahill até Mishka o cachorro que diz  “I love you”.
Vale a pena conferir essa divertida mistura de referências  no vídeo “Jennifer Aniston goes viral”.

 


E a pergunta que fica é: Qual será a marca brasileira que vai usar os  Avassaladores em sua próxima campanha?

SIDE ASSIST OFFICE, USE E JAMAIS CONTE PARA SEU CHEFE.

Postado por lukso | Em Branding, Insights | No dia27-09-2011

Por Vinicius Pineschi

Em uma bela tarde no meio da semana, um redator e um diretor de arte, da agência alemã Grabarz & Partner, tinham o job do novo sensor lateral da Volkswagen pra desenvolver. E como toda rotina tradicional de trabalho, eles não tinham nada melhor pra fazer do que abrir o facebook, o youtube, alguns blogs engraçados, e esperar uma ideia brilhante surgir em suas cabeças.
Até que, durante uma partida incrível de “Conquer Antartica”, o diretor de criação entra na sala e… Parece que os ouvidos esquentaram por lá.
Em um momento de conscientização do erro, eis que a ideia brilhante surge, “Por quê não existe um sensor, igual o da Volkswagen, nas webcams pra rastrear quando nosso chefe entrar na sala?”.

 

Infelizmente essa não é a história real de como foi produzida a ação online “Side assist Office”, mas certamente ela será usada para casos como esses. Uma idéia simples e útil que cumpri todos os objetivos de comunicação. Este é o caminho que as agências deviam seguir na hora de criar aplicativos e hotsites para seus clientes.

Obs: O site funciona, eu mesmo fiz o teste.

DON´T BE A BRAND, JUST BE A QUEEN.

Postado por lukso | Em Branding, Histórias que Fazem o Bem, Insights, Storytelling | No dia23-09-2011

por Juliana “Caju” Monteiro

O que faz Lady GaGa vender tantos CDs? Os fãs poderão culpar sua música, estilo, atitude, mas, se pergunte: será que o que ela faz é tão diferente do que muitos outros já fizeram ou fazem? A resposta provavelmente será não, já que Cher, David Bowie, Michael Jackson e até a própria Madonna são exemplos de artistas performáticos, e peculiares, que surgiram muito tempo antes de Stefani Germanotta (mais conhecida como Lady GaGa).

Brand Romance by Newcast from Newcast VivaKi on Vimeo.

Então, qual será o “segredo” da artista? Ou melhor, o que será que diferencia todos esses artistas que, se analisarmos de forma crítica, “vendem os mesmos produtos”?

Lady GaGa, assim como qualquer ídolo, têm uma história para contar. Ela é uma artista que adota certas características e causas que fazem dela um personagem, e não somente uma performer. E então, ao se apropriar dessa imagem (excêntrica, abraçando “o diferente”), ela conversa com um público que se identifica com sua história e, então, esse consumidor compra seu trabalho artístico. É claro que o “enredo” criado por GaGa é muito bem amarrado, inclusive a artista têm uma equipe de criação que a auxilia em seus projetos (a chamada “Haus of GaGa”), e por isso tudo que a artista faz vira fenômeno.

Não está sendo questionado o talento da artista. Mas é preciso admitir que quase tão empolgante quanto ouvir Lady GaGa é falar sobre ou esperar suas “aparições” em público.

Outra artista que, assumidamente, têm um personagem artístico, ou seja, adota certas características ao realizar suas performances, é Beyoncé. A cantora pop se autodenomina Sasha Fierce, uma mulher poderosa, de atitude e muito feminina, e assim se sinta confiante e mais próxima das mensagens que pretende passar através de suas músicas.
Para ilustrar o branding por trás dessa indústria aqui está o vídeo “5 lessons from Lady GaGa to brands and marketing”. Aproveitem, little monsters.

COCA-COLA & THE GREAT HAPPYFICATION

Postado por lukso | Em Branded Content, Branding, Campanhas, Insights, Storytelling, Transmedia | No dia19-09-2011

Por Marcelo Douek

Se existe uma marca que faz  bom uso das histórias como plataforma de branding, essa marca é a Coca-Cola. O que eu acho que eles tem de diferente das outras marcas (principalmente de uns tempos pra cá) é que o pessoal da Coca conseguiu perceber que quando uma história é poderosa, ela pode ter vários desdobramentos e perdurar por muito tempo. Lá atrás, em 2006, quando a Coca-Cola lançou seu filme Happiness Factory, ficou evidente que a marca buscava um novo formato para estabelecer conexões com seus consumidores. Acontece que aquela peça tinha um “potencial de storytelling” que ia muito além do primeiro filme de 30″. O tempo foi passando e ao invés de correr atrás da próxima história (como a maioria das marcas fazem), a Coca-Cola se ateve a mesma história e fez com que ela ganhasse  texturas, abordagens e principalmente, um plano ilimitado de ativações ao redor do globo (praticamente todas reforçando a história inicial).

Essa semana a marca lançou mais um capítulo (que pela pegada do filme, tá longe de ser o útlimo) dessa fantástia história que é a Happiness Factory. Abaixo, você confere um curta-metragem que trás um novo olhar (em conteúdo e forma) sobre a mesma história. A novidade (além do tom musical) é que as personagens agora dialogam entre si e ganharam camadas de personalidade, o que abre perspectiva para novas jornadas dentro do universo Happyness Factory. Note também que a garrafa (principal personagem do primeiro filme) virou um mero pano de fundo para as questões essenciais da marca, agora passadas pelas personagens. Em termos de contrução narrativa, considero esse modelo uma evolução e tanto! Tomara que essa seja só mais uma etapa do maravilhoso mundo da Happyness Factory e que mais histórias venham por aí. O Storybeats continuará de olho.