POTTERMORE: A TACADA DE MESTRE DE J.K. ROWLING

Postado por lukso | Em Insights, Sem categoria, Storytelling, Transmedia | No dia26-10-2011

Por Marcelo Douek

Depois de 13 anos escrevendo um sucesso atrás do outro, muitas pessoas ficaram se perguntando como J.K. se saíria ao final da saga de Harry Potter. Essas pessoas (eu, inclusive) estavam fazendo a pergunta errada.

Como terminar uma história de um personagem que cresceu junto com toda sua geração, influenciando e estimulando a imaginação de jovens por todo o mundo? Faz algumas semanas que J.K. Rowling trouxe a resposta e pra mim, ela não poderia ser mais genial: o portal POTTERMORE.

POTTERMORE será um canal de conteúdos exclusivos ligado ao universo de Harry e seus amigos. Ali, J.K. vai oferecer novas histórias, anotações e uma série de textos que não foram para os livros (nem filmes) que fazem parte de todo o repertório da autora e que agora será dividido com seus fãs.

Só isso já seria suficiente para milhares de pessoas se inscreverem no portal para receber esse tipo de conteúdo, não? Mas ela vai além: nesse portal, J.K. vai convidar os leitores a escreverem novas tramas com ela, colaborarem em uma história mais rica, mais envolvente e principalmente, totalmente digital. Com POTTERMORE os fãs farão (de fato) parte da história, algo impensável há anos atrás.

E pra finalizar a tacada de mestre, essa iniciativa quebra um baita paradigma da industria editorial: J.K. eliminou os intermediários. Ela vai receber toda a receita (inscrições, mensalidades etc) vinda diretamente dos fãs, ou seja, não precisará mais de editores, distribuidores e gráficas. Por outro lado, o conteúdo pode ter um preço mais acessível já que a cadeia toda foi quebrada. Ponto pra J.K.. Confira o videoteaser abaixo e fique de olho nos próximos passos.

 

RUN ALICE RUN – NIKE RUNNING

Postado por lukso | Em Campanhas, Sem categoria, Storytelling | No dia25-10-2011

Por Paulo Yanaguizawa

Se chegasse um briefing na sua mão pedindo para criar uma campanha sobre um tênis tão confortável que te deixa correr por mais tempo, o que você traria como solução? A Wieden + Kennedy resolveu contar uma história. Dá uma olhada no vídeo da campanha e nos desdobramentos dos personagens. Storytelling!

O Namorado

O Cachorro

As Amigas


 

AS MARCAS NUM MUNDO CONECTADO

Postado por lukso | Em Insights | No dia24-10-2011

 

Por Paulo Yanaguizawa

Hoje cedo um amigo comentou que o tema da redação aplicada pelo ENEM ontem foi alguma coisa sobre viver em rede e o que isso implica em nossas relações públicas e privadas. Também hoje, vi algumas coisas muito interessantes sobre identidade, trabalho colaborativo e uma nova maneira de pensar em comunidade. Por fim, todas essas coisas trouxeram outras muitas reflexões que resultaram nesse post:

Pense na sua marca favorita de refrigerante. Agora pense como ela está presente na sua vida. Vá um pouco mais a fundo e pense na sua relação com ela. O que ela contribui para a sociedade que você vive? Como ela se comunica com você?

As marcas cada vez mais têm uma relação muito íntima com cada um de nós. Vivemos sim em rede, em um mundo chamado “globalizado” onde a informação tem volume e velocidade nunca vistos antes. E olhando sob a ótica do storytelling, são histórias e mais histórias surgindo a cada segundo.

Alguns dizem que o sucesso de uma empresa de internet no futuro está no filtro destas milhões de informações. Outros dizem que a chave está em criar maneiras para que as pessoas expressem cada vez mais suas identidades de maneiras menos padronizadas. Mas algo que aparentemente se tem certeza é que cada vez mais os limites entre o público e o privado estão se rompendo. Principalmente quando pensamos nas marcas e empresas e no papel que elas cada vez mais, por pressão ou não, assumem na sociedade.

É como se as marcas fossem grandes personagens vivendo e interagindo em um complexo roteiro que nada mais é que nossa própria história em tempo real. Então, se olharmos de uma maneira superficial, a linguagem que utilizam nas redes sociais e os arquétipos que assumem nesse mesmos meios são uma grande oportunidade de falar diretamente com o público que se identifica com elas, certo?. Mas voltando à discussão de público e privado. O nosso acesso à informação está cada vez maior e, sendo assim, cada ato ou atitude importam na hora de engajar o consumidor.

Cada vez mais sabemos as condições de trabalho dos empregados de uma empresa. Ou de uma hora pra outra descobrimos que aquela marca ao qual nos identificamos tanto, foi favorecida numa captação de dinheiro do governo. Chegamos então no conceito de que um personagem, nesse caso grandes marcas, nada mais é do que as escolhas que ele faz.

Um assunto que vem ganhando força ultimamente, principalmente no momento de crise e incerteza econômica no qual vivemos, é o “trabalhar para a comunidade”. Seria algo como uma possível reinvenção do modelo capitalista, onde empresas e comunidades trabalhariam juntas não por caridade, mas pela própria subsistência de ambas. Tudo isso, visto rapidamente, parece ser loucura, utopia. Mas essa loucura está nesse post para reforçar que as reflexões estão ficando cada vez mais profundas. É como se estivéssemos escrevendo um grande roteiro e esse fosse o momento de definição do papel de cada personagem dentro da história.

Durante o TEDx ESPM há poucas semanas, Fred Gelli falou muito sobre essência. Sobre uma marca saber claramente sua essência e engajar seus stakeholders por meio disso. Pensando novamente no storytelling, é como um filme. Um personagem que não tenha sua essência muito bem definida, não consegue fazer escolhas consistentes e se sustentar ao longo da trama. Mais uma vez caímos nas escolhas. São as escolhas das empresas, cada vez mais visíveis e acessíveis, que vão dar consistência à relação com seus públicos de interesse. E isso vai muito além do que responder uma pergunta no twitter ou optar por anunciar ou não num programa de TV onde o apresentar tem um humor muito ácido. Têm a ver com ações direcionadas, consistentes e verdadeiras. Tem a ver com a essência, com a história.

Gosto de terminar meus posts sempre com algumas perguntas. Mas hoje, depois de tantos pensamentos e informações, proponho apenas uma reflexão. Sem certo ou errado. Sobre as histórias que você como profissional está ajudando a contar e sobre aquelas que estão te contando.

 

Para ajudar, seguem alguns links interessantes:

- Cria Global

- Invest in Communities to Advance Capitalism

- Victors & Spoils Guide to Successful Collaboration

- 4chan Founder: Facebook and Google Do Identity Wrong

 

ZOMBIE BOY E VICHY

Postado por lukso | Em Insights, Storytelling | No dia21-10-2011

Juliana “Caju” Monteiro

Recentemente foi lançada a nova campanha do produto Dermablend . Se trata de uma base hipoalergênica de altíssima qualidade e, como forma de demonstrar esses atributos, a empresa montou um viral onde o corpo de Zombie Boy foi totalmente coberto com a substância.

A Vichy, que é a marca por trás do produto Dermablend, têm como principal pilar o cuidado online casinos com a pele, que é considerado por eles órgão vital e essencial a vida humana. Com o andamento da indústria cosmética, e a exacerbada preocupação dos consumidores com a perfeição estética, essa preocupação com a saúde da pele se mostra menos relevante que a sua aparência.

A marca trouxe a tona então a questão de até que ponto devemos julgar uma pessoa pela sua aparência, considerando que, por baixo da maquiagem, podemos ser diferentes.

Então, ao se apropriar da história e fisionomia de Zombie Boy, Dermablend não é só uma base extremamente eficiente em sua principal função (esconder “imperfeições” da pele), é um produto que fala sobre aceitação acima de tudo.
Em uma indústria onde a preocupação com a perfeição estética prevalece, a empresa preferiu não só se diferenciar pela sua alta qualidade, mas também pelo ideal que o personagem da campanha abraça.

 

QUAL O PODER DE UM SONHO?

Postado por lukso | Em Branding, Storytelling | No dia18-10-2011

Por Paulo Yanaguizawa

E é no poder de um sonho que a Honda, marca japonesa que tem em sua assinatura “The Power of Dreams” acredita. O tema está na essência da marca, que em 1949 fabricou o primeiro modelo de motocicleta que se chamava Dream. Para contar um pouco dos valores da Honda, a agência Michele D’auria Creative Studio de Roma optou por utilizar o storytelling. O filme, originalmente publicado em 2009, conta a história do jovem Soichiro Honda e como um sonho que ele teve originou a criação de uma das maiores fabricantes de veículos automotores do mundo. Vale a pena ver a peça e perceber o quanto o storytelling tem o poder de transmitir mensagens e facilitar o entedimento da essência e dos valores de uma empresa.

 

A HISTÓRIA DE STEVE JOBS

Postado por lukso | Em Branding, Histórias que Fazem o Bem, Insights, Storytelling | No dia10-10-2011

Juliana “Caju” Monteiro

Líder, gestor e inventor incomparável. Steve Jobs era, acima de tudo, um herói.

Com seus conflitos e crises, sempre muito públicos, o fundador da Apple construiu não só uma carreia, mas também uma trajetória de vida e, os ditos Apple Maníacos não compravam apenas o produto de alta tecnologia e criatividade: ao adquirir um produto Apple os consumidores podiam ter um pedaço da mente e genialidade do líder que Jobs se tornou.

Todos acompanharam a caminhada de Jobs. A fundação da empresa, sua demissão, e sua luta contra o Câncer, fizeram com que os espectadores vibrassem com as vitórias e vissem a marca criada por ele como um ícone da vida e trajetória da pessoa que, com seu brilhantismo e discursos inspiradores, tocavam milhares de pessoas, que eventualmente viraram consumidores. Foi uma geração de indivíduos geração que “cresceu” com ele.

O falecimento foi como o “final feliz” da história do herói que, como todos vimos, aos poucos foi ficando cada dia mais doente, e teve até que abdicar da presidência da Apple. Pode se dizer que, ao vermos a jornada de um homem que ousou pensar diferente e ser mais do que um gestor, ousando ser um líder e ícone do seu tempo, que a história e proposição da marca Apple se tornou muito mais valiosa, já que carrega uma parte da vida e história desse homem inspirador que foi Steve Jobs.

 

SMARTWATER KNOWS HOW TO GOES VIRAL.

Postado por lukso | Em Branded Content, Branding, Insights, Redes Sociais, Storytelling | No dia05-10-2011

Por Vinicius Pineschi

 

Ultimamente, as marcas querem desesperadamente  entrar na categoria de “vídeo viral ”, para poder divulgar sua marca e seus conteúdos  de forma massante no Youtube e nas redes sociais.
Mas para criar um vídeo com potencial de viralização é preciso uma boa história que engage as pessoas, porém criá-las não é fácil. Então qual seria a forma a fácil? A forma clássica e fácil, que vemos crescendo hoje em dia,  é o famoso product placement em vídeos que já são virais e que já são possuem milhões de views.
Não diferente disto, a Glacéau para divulgar sua linha Smartwater decidiu fazer um vídeo com a bela Jennifer Aniston  apresentando o produto, e interagindo com as personagens/situações de sucesso instântaneo nas telas do youtube, que vão desde as dublagens de Keena Cahill até Mishka o cachorro que diz  “I love you”.
Vale a pena conferir essa divertida mistura de referências  no vídeo “Jennifer Aniston goes viral”.

 


E a pergunta que fica é: Qual será a marca brasileira que vai usar os  Avassaladores em sua próxima campanha?

MARSHALL – ON THE ROAD

Postado por lukso | Em Branded Content, Storytelling | No dia04-10-2011

Por Paulo Yanaguizawa

Quando vemos o ouvimos o nome Marshall em algum lugar, fica difícil não imaginar um palco, uma caixa de som, pessoas tocando, enfim, pensou nessa marca, pensou automaticamente em música.  No entanto, invertendo a linha de raciocínio, quando pensamos em música, não pensamos em Marshall, pois, querendo ou não, seus amplificadores são muito mais importantes nos bastidores do que na audiência propriamente dita.

Afim de divulgar sua linha de headphones, a marca atacou no storytelling para mostrar, justamente, os bastidores e as pessoas que fazem grandes “gigs” acontecerem. Para isso, em parceria com a Vice Media, produziram um documentário dividido em alguns episódios que conta o dia a dia de artistas e do pessoal da produção na construção das apresentações.

O raciocínio é claro nesse case. Afim de atingir seus consumidores fiéis e mostrar a eles que a experiência do som incomparável dos amplificadores pode ser estendida aos headphones, recorreram a contar histórias. Histórias de um universo incrível e muitas vezes maluco que ajudam a contextualizar o estilo de vida que seu público admira ou aspira.

Que história sua marca está contando? Como você está contextualizando o estilo de vida que seus produtos e marcas querem vender? STORYTELLING.