ABERCROMBIE X JERSEY SHORE

Postado por lukso | Em Branding, Storytelling | No dia17-08-2011

abercrombie jersey shore

Já falamos muito aqui do poder de uma história e como isso pode refletir na relação entre marcas e consumidores. Pois bem, quando uma empresa opta por utilizar o chamado product placement, ela automaticamente envolve sua marca dentro de um universo muito mais complexo. Ou seja, ao inserir um produto dentro de um filme, este estará envolvido com personagens, será relacionado com conflitos e estimulará muitas associações por parte dos telespectadores.

Vamos imaginar que uma empresa de telefonia resolva utilizar-se dessa ferramenta em uma novela brasileira. Um dos protagonistas dessa novela, que é um bandido, que acabara de sair da cadeia e está montando um plano mirabolante para matar todos os seus familiares, aparece utilizando um aparelho celular dessa empresa. Um furacão de associações entre esse produto e o personagem será estimulado. Obviamente, esse exemplo hipotético terá poucas chances de acontecer pois nenhuma marca vai querer associar sua marca a esse tipo de situação. Porém, e se pensarmos nos reality shows?

Foi justamente isso que aconteceu com a marca Abercrombie & Fitch. A empresa propôs a um famoso reality show da MTV americana um acordo no qual daria uma boa quantia em dinheiro se um dos participantes da série parasse de aparecer utilizando as roupas da marca. A série Jersey Shore mostra um grupo de amigos que passam o verão em uma casa na região dos estados unidos que dá nome ao programa. Durante o verão, eles são expostos a diversas situações e, na maior parte do tempo, estão em festas, bebendo, curtindo, falando besteiras e fazendo coisas estúpidas.

A série já está na terceira temporada e um dos participantes chamado Mike “The Situation” é visto frequentemente utilizando roupas da Abercrombie, o que causou uma associação muito forte entre ele e a marca. Voltamos ao ponto que todo esse universo, esse personagem e as escolhas que ele faz estão sendo expostas e todas essas possíveis associações são consideradas inadequadas pela marca.

O importante nesse caso é que um personagem forte dentro de um universo bem construído tem o poder de se relacionar com diferentes público de maneira muito intensa. Quando uma história é bem contada, as mensagens são passadas de maneira muito mais poderosa e envolvente. Tão envolvente a ponto de uma marca propor um acordo financeiro para parar de aparecer em rede nacional.

Você, publicitário ou gestor de marca, tem plena consciência da história que suas marcas estão contando e quais os tipo de associações elas estão causando? Storytelling!

STORYTELLING COMO PONTO DE SUSTENTAÇÃO DE UMA MARCA

Postado por lukso | Em Artigos, Branded Content, Branding, Campanhas, Histórias que Fazem o Bem, Insights, Links Comentados, Matérias, Storytelling | No dia12-08-2011

Matéria publicada por Leticia Born no portal Com:Atitude, da Edelman Significa.

Empresas valorizam suas trajetórias para fortalecer significados e engajar públicos de modo consistente e afetivo

Não são poucas as grandes marcas erguidas a partir de uma história repleta de alternâncias, quebras, reviravoltas e personagens sensacionais. Cada episódio, ao longo do tempo, une-se a outras etapas e tece uma narrativa que dá forma ao significado de um empreendimento perante sua época. E, assim, uma organização torna-se mais consciente a respeito do seu propósito e, também, sua relevância social.

O renomado pensador Gary Hamel, reconhecido por sua longa parceria com o indiano C.K. Prahalad, afirma no livro O Futuro da Administração que o único ponto de sustentação de uma empresa é sua narrativa. Sem um significado norteador, segundo ele, qualquer organização perde o rumo sob a mínima turbulência.

Se considerarmos a marca como principal ativo de uma corporação, cuja força é diretamente proporcional à relevância do seu significado, é necessário considerar sua narrativa como ponto fundamental na construção da sua personalidade. Porém, tal história deve ser contada diariamente junto a todos os pontos de contato por meio de experiências que comprovam, na prática, a promessa simbolizada pela cultura edificada até o presente.

Ao propagar histórias que confirmam seu significado, uma marca fortalece vínculos, gera um ambiente de engajamento afetivo e despe-se das frias amarras corporativas que ainda teimam em padronizar o mercado. Quando uma marca alcança um alto nível de autenticidade, maior é o seu valor percebido e, assim, ela ganha em preferência, lealdade, confiança e recomendação. A crença em um significado envolve e cria resultados financeiros ao ser exercitada constantemente.

O conceito
No livro Brand Through Storytelling, os autores Klaus Fog, Christian Budtz, Philip Munch e Stephen Blanchette afirmam que uma marca é construída sobre uma promessa cujos efeitos desdobram-se não apenas externamente, como também na consolidação interna de um ambiente cultural coeso e capaz de entregar experiências condizentes com o significado balizador da empresa. “A mensagem contida em uma história ressoa fortemente através da organização, dando aos colaboradores uma ideia muito clara sobre os valores da marca, mostrando aos públicos exatamente qual a promessa contida no coração da companhia”, afirmam.

Ao criar uma cultura, a narrativa de marca expõe a dimensão emocional da empresa e leva seus relacionamentos para um nível além das meras transações comerciais. Neste sentido, promove um intercâmbio de crenças, objetivos e valores junto a toda a rede de públicos, em um fluxo de mão dupla que comunica muito mais que vantagens meramente funcionais. E, na opinião dos escritores, seguir esta trilha é praticamente inexorável: “tempos difíceis esperam por companhias que fecham os olhos para as dimensões mais emocionais e profundas de suas marcas e continuam a competir somente quanto ao preço e produtos”.

O teórico Laurence Vincent, autor do livro Marcas Legendárias, explica a relação entre o “contar histórias” e os fundamentos da mitologia em argumentos que criam um paralelismo entre a trajetória de arquétipos e a construção de significados. Assim como os autores de Brand Through Storytelling, defende a tese da criação de vínculos a partir de uma narrativa autêntica. Como exemplo, cita a venda, em 1981, da Harley-Davidson, episódio no qual os compradores, em um primeiro momento, desejaram alterar o estilo das motocicletas para torná-las mais sincrônicas com os padrões vigentes à época. Neste movimento, preferiram seguir tendências e desprezar toda a história daquela mítica companhia, que, até aquele instante, desfrutava de um sólido conjunto de crenças expressas na forma de uma clara e envolvente linguagem de negócios. Rapidamente, os fiéis consumidores que constituíam a comunidade daquela marca reivindicou a manutenção de suas tradições e, felizmente, tiveram sucesso.

Em busca de atenção
A professora de marketing e gestão de inovação da ESPM, Martha Terenzzo, afirma que a emergência do storytelling como potencializador de uma marca não é propriamente uma novidade, embora tenha sua importância reconhecida com maior ênfase. Para ela, este movimento deriva de uma “proliferação de marcas que buscam a atenção das pessoas, o que requer a construção de uma boa narrativa”. Segundo Martha, as empresas passaram a utilizar este recurso como via de conexão com seus interlocutores, sejam eles consumidores ou “evangelistas”.

Em sua visão, a base para a narrativa de uma marca está na construção de sua própria trajetória, que resulta em uma reputação concernente a este encadeamento de etapas e gerações. A professora cita como exemplo desta dinâmica a evolução da norte-americana IBM, que se tornou, recentemente, uma empresa centenária após sobreviver ao menos a duas quebras, atravessar crises gigantescas e, mesmo assim, soube adaptar-se e reinventar-se. “Ao inovar no seu modelo de negócios, há uma narrativa de pessoas, conflitos, derrotas e sucessos.

A vida como ela é. As pessoas se aproximam desta autenticidade. Pequenas e médias empresas podem usar o modelo para melhorar sua comunicação interna e externa por meio da sua própria história de construção”, diz.
Histórias são feitas de atitudes

Uma vez que a trajetória de uma marca demonstra e faz a força do seu significado perante as pessoas, envolve-as afetivamente em uma cultura moldada dentro e fora da empresa e permite que ela prossiga apesar das crises, as atitudes surgem como meios fundamentais neste processo construtivo.

Para Martha Terenzzo, não há uma regra no desenho de uma narrativa, mas alguns pré-requisitos indispensáveis: “a marca deve ser crível, próxima do real (mesmo que simbólica), com personagens que problematizem uma questão e ofereçam uma solução que cause interesse nas pessoas. Mas, acima de tudo, ressalto a autenticidade. Marcas precisam, de fato, cumprir o que discursam. Com o poder das redes sociais, é muito fácil uma história ruim ser desvendada, e corroer a imagem de uma empresa”.

Um dos exemplos mais recentes foi conduzido pela Coca-Cola, largamente reconhecida pela tradição que embasa a força de sua marca. De acordo com matéria veiculada no Mundo do Marketing, a empresa, que completa 125 anos, celebra a data por meio do projeto Coletivo, que leva ao público, por meio da embalagem de seus produtos, histórias reais dos beneficiários de programas socioambientais da companhia com o objetivo de qualificar a relação junto aos consumidores.

Neste contexto, atitudes consistentes derivam do significado de uma marca e comprovam, de maneira concreta, suas crenças, propósito e valores – ou seja, sua visão de mundo. E o contar histórias está localizado em diferentes dimensões desta prática: na comunicação de uma causa, no caminho trilhado por um beneficiário de um programa socioambiental, no envolvimento de fornecedores, no engajamento do público interno, entre outras possíveis ações transformadoras passíveis de serem conduzidas por uma marca junto a sua rede de relacionamentos. Desta forma, consolidam-se como autênticas e transparentes, atributos cada vez mais requisitados, sobretudo, em um mercado em franca maturação como o brasileiro.

Marcas possuem um significado a ser propagado em todas suas experiências e não só na comunicação ou nos pontos de venda. Por essa razão, as atitudes apresentam-se como fundamentais ao extrapolarem as relações de consumo e entregarem suas promessas por meio de narrativas verdadeiras e a partir de uma identidade também construída historicamente. Como resultado, intensifica-se o envolvimento dos públicos e cria-se um ambiente pautado por laços fortes, ou seja, um engajamento difícil de ser rompido.


UNIQLO – NYC STORIES

Postado por lukso | Em Campanhas | No dia11-08-2011

Umas das coisas mais difíceis no mundo do marketing é entender e se adaptar a culturas diferentes. Agora imagine uma marca de roupas japonesa que está prestes a abrir uma flagship store na 5ª avenida, ou melhor, em um dos pontos mais importantes do varejo americano.

A solução que a UNIQLO encontrou para isso foi STORYTELLING. Sim, em caixa alta, pois utilizaram esse recurso de uma maneira muito interessante e dentro de uma plataforma brilhantemente construída.

A marca lançou um website que celebra os nova iorquinos modernos e influenciadores. Sendo assim o NYC Stories é recheado de histórias de pessoas como Josh Rubin (fundador do site coolhunting.com) e David Karp (fundador do tumblr). O mais interessante é que além de contar histórias de suas vidas, ou de como criaram seus negócios, eles dividem os locais favoritos na cidades, seus perfis em redes sociais e algumas coisas a mais.

O mais interessante dessa ação é como o storytelling pode ser importante para que as pessoas se identifiquem com uma marca. Através da história de pessoas importantes e tipicamente, neste caso, nova iorquinas, a UNIQLO encontrou uma forma interessante de falar com o público que eles esperam atingir nessa nova loja.

Vale a pena conhecer o projeto AQUI e ver como as histórias têm o poder de conversar com as pessoas de uma maneira muito poderosa.

 

69 ANOS DO “JOGO DA MORTE”

Postado por lukso | Em Sem categoria | No dia09-08-2011

Há exatos 69 anos acontecia o jogo de futebol que ficou conhecido na história como “O Jogo da Morte”.
O mais cruel dos jogos ocorreu durante o regime nazista, em Kiev na Ucrânia.
Tudo começou com a criação de uma equipe de futebol, o FC Start, formado com jogadores Ucranianos de duas equipes tradicionais (o Dínamo e o Lokomotiv), para jogar partidas contra equipes alemãs constituídas de militares da ocupação, em prol da propaganda nazista.
Após uma série de vitórias contra as principais guarnições alemãs, a Luftwaffe (Força Aérea Alemã), vista por Hitler como sua principal arma de invasão e formada por pela elite alemã da época, pediu uma revanche da derrota sofrida por 5 a 1.
O jogo foi disputado em Kiev, no dia 09 de agosto de 1942, diante de diversas autoridades nazistas da ocupação e com um oficial das SS (força especial de Hitler) como arbitro.
Após o término do primeiro tempo, com vitória parcial ucraniana por 2 a 1, os locais foram alertados por militares alemães sobre uma possível retaliação em caso de vitória.
Não foi o bastante, após um jogo em que houveram muitos lances de claro favorecimento a equipe alemã, a equipe visitante ganhou a partida por um placar de 5 a 3.
Após a triunfante vitória do FC Start, em pouco tempo veio a retaliação alemã. Todos os jogadores foram presos, torturados e enviados a campos de concentração, tendo cinco deles morrido por torturas ou maus tratos nos campos de concentração.
Essa bela história, que além de demonstrar a força do futebol e o altruísmo dos ucranianos do FC Start em desafiar o autoritarismo alemão e sua teoria de superioridade da raça, acabou sendo adaptada pro cinema de Hollywood, com um filme chamado “Fuga para a Vitória” (1981), que contava com a participação de Sylvester Stallone, Michael Caine e Pelé, sim Edson Arantes do Nascimento, como um combatente de Trinidad, prisioneiro dos alemães.
O filme americano modifica o roteiro original, sendo que os jogadores (combatentes de um campo de prisioneiros) não sofrem um final trágico e sim logram escapar e ganham liberdade.
Além do filme americano, Stalin utilizou o acontecimento como propaganda soviética, lançando também filmes que contavam a trágica história.
Veja como uma história poderosa, pode se tornar algo ainda mais poderoso.
Quais histórias a sua marca têm para contar?

MERCEDES DRIVE & SEEK

Postado por lukso | Em Campanhas, Storytelling | No dia08-08-2011

Storytelling é uma ferramenta poderosa para muitas coisas. Seja para explicar algo a alguém, para construir uma marca ou para demonstrar os recursos de um automóvel, tudo fica mais fácil se uma boa história for contada. E foi isso que a Mercedes fez, e muito bem, para lançar o C-Class Coupé no começo deste ano.

Numa parceria entre a agência alemã Jun Von Matt e a produtora Element, o vídeo Drive&Seek foi criado com o objetivo de demonstrar as qualidades desse novo Mercedes. Além de uma produção incrível, ele é interativo e o espectador participa de algumas ações em determinados momentos chave da história. Basicamente, o que acontece é um roubo a banco e uma fuga espetacular. Sem contar muito para não perder a graça, dá uma olhada no trailer aí embaixo e, se puder, clique AQUI para ver o vídeo completo. Vale o clique pela idéia, pela interatividade, pela produção e principalmente pelo uso muito interessante do storytelling.

 

Como visto em Direto do Forno.

O FUTURO DOS RP’S

Postado por lukso | Em Sem categoria | No dia04-08-2011

Veja o quarto vídeo criado pela PSFK em parceria com a agencia de RP Golin Harris, no qual se discursam sobre o futuro das Relações Publicas.
Neste quarto vídeo de uma série de cinco, falam sobre a idéia de que embora a indústria da publicidade segmente os canais de mídia e veicule separadamente, o consumidor final não o vê dessa mesma forma. Portanto, as idéias deveriam passar pelos diversos canais no mesmo formato, seguindo o seu consumidor durante o dia.
Esta estratégia, conhecida como transmidia storytelling, garante que histórias possam ter mobilidade, permitindo assim que diferentes canais contem partes diferentes da mesma narrativa.
Diferentemente das agências que possuem seus RP’s tradicionais e especialistas em mídia de um lado do edifício, e especialistas em mídia social, do outro, Golin Harris explode esse conceito ao colocar ambas áreas juntas, o que aumenta as oportunidades de colaboração e dinâmica cruzada.