ENTREVISTA COM JOHN LASSETER

Postado por lukso | Em Entrevistas, Storytelling | No dia30-05-2011

Não podíamos deixar de compartilhar uma entrevista tão bacana como essa da Brainstorm9 com John Lasseter, uma figura inspiradora, principalmente para os que apreciam boas histórias. Segue o conteúdo original publicado:

Andar pelos corredores da Walt Disney Animation hoje em dia é uma espécie de visita ao paraíso. Não pelas inúmeras obras de arte espalhadas pelo prédio, cuja entrada é representada por um gigantesco chapéu de Mickey Mouse, mas sim pelo clima de felicidade e, por que não, devoção dos funcionários ao seu mestre: John Lasseter.

Em pouco tempo à frente da powerhouse de animação, uma das peças-chave no nascimento da Pixar, faz valer a alcunha de “Salvador da Disney”, num momento em que a franca decadência de roteiros e uma sequência incômoda de fracassos marcavam as animações da empresa.

O segundo semestre de 2008 marcou as primeiras estréias – e sucessos – do novo pensamento da companhia, mas foi só a ponta do iceberg. Lasseter mudou os rumos da história da animação mundial e ainda tem muito gás para queimar. Afinal, ânimo é o que não falta a esse sujeito que começou trabalhando nos parques temáticos da Disney [como guia do Jungle Cruise] e hoje é um de seus maiores executivos, ou, em suas palavras, “um artista apaixonado”.

Seja pela camisa descontraída, com motivos florais, ou por seu jeito dedicado e simpático para tratar sua equipe – e jornalistas – da maneira certa, John Lasseter faz da criatividade uma arma simples e eficaz na luta cada vez mais acirrada no mundo da animação. Embora já tenha criado clássicos como “Procurando Nemo”, “Toy Story” e “Wall-E”, Lasseter transparece a mesma mocidade e irradia a alegria de um jovem animador que desbravou o mundo da animação computadorizada, ainda em seus tempos de Pixar, e voltou ao estúdio que “não queria saber de animação por computador” com alto estilo.

“Bolt – Supercão” foi seu primeiro projeto coordenado desde os primórdios, mas nem só de animação 3D vive a nova geração da Disney. O retorno à animação clássica aconteceu em 2009 com “A Princesa e o Sapo”, que não foi bem de bilheterias, mas entrou para a história de qualquer maneira ao apresentar a primeira princesa negra do estúdio.

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INTEL VISUAL LIFE

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Storytelling | No dia30-05-2011

Desde que nascemos, a visão é essencial para decifrar e absorver o mundo, e tais experiências visuais formam a nossa identidade. Essa é a idéia lançada pela Intel na sua campanha Visual Life, criando uma série de curtos documentários com figuras que tem uma rotina visual como ninguém.

É o caso de Scott Schumann, do blog de fotojornalismo The Sartorialist, que procura capturar das ruas referências de moda em cores, formas e combinações portadas por pessoas. Tais referências em fotografias viram verdadeiras inspirações visuais para 70.000 leitores diários do blog, da lista Top 100 Design Influences da Time’s Magazine.

Outra pessoa que enxerga o mundo de forma particular é o Michael Wolff, co-fundador do Wolff Olins Agency e um dos visionários de expressão e identidade da marca do século XX, movido pela curiosidade visual.

Essas são algumas pessoas que, aliadas à tecnologia, fazem da visão um instrumento mais eficaz para captar, interpretar, criar, contar e se conectar com o mundo visual.

No Brasil, a campanha virou um concurso cultural “Seu Mundo Visual”, em que os usuários mandaram fotos e vídeos retratando suas vidas de forma visual, nos temas Pessoas, Lugares, Momentos e Objetos, com prêmios como notebooks e câmeras filmadoras aos vencedores a serem divulgados.

Intel Visual Life Invitation

Intel Visual Life – The Sartorialist

Intel Visual Life – Michael Wolff

Veja mais documentarios aqui

COMO TRIPLICAR O LUCRO DE UM MORADOR DE RUA

Postado por lukso | Em Campanhas, Histórias que Fazem o Bem, Insights, Storytelling | No dia27-05-2011

A missão:

O Sr. Félix é um pedinte que mora nas ruas de Lisboa. A sua renda diária é de 20 euros em média.  Como você o ajudaria para aumentar o lucro?

Pode parecer uma tarefa excepcional, mas para muitos comunicadores e profissionais de marketing é, talvez, um desafio corriqueiro – o que muda são os clientes e as soluções propostas para melhoria do desempenho de cada empresa.

A solução encontrada foi criar um argumento emocional para incentivar o aumento das doações: em vez de palavras sólidas que pedem por algumas moedas, a nova abordagem mostra o potencial de desenvolvimento do Sr. Félix como ser humano. Assim, a ajuda dos passantes adquire outro significado: uma moeda deixa de ser um trocado e passa a ser um apoio ao futuro do Sr. Félix.

Segundo lugar no concurso Young Lions Portugal 2009, a ideia provou o poder da abordagem emocional que aproxima o emissor do receptor, a partir de uma forma diferente de contar a mesma história.

Confira a solução proposta:

Como triplicar o lucro de um mendigo

PROJECT CANON IMAGINA8ION

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Storytelling | No dia26-05-2011

De onde vem a inspiração?

Para Tom e Vinícius, uma morena na praia de Ipanema. Para o Picasso, uma guerra civil. E para a Canon, uma bela foto tirada por você.

Essa é a idéia do Project Imagina8ion Canon, que convida os internautas a enviarem fotografias criativas que possam servir de inspiração para a produção de um short film em Hollywood, dirigido pelo Ron Howard, diretor de filmes como Uma Mente Brilhante, O Código da Vinci, Frost/Nixon e O Dilema.

As 8 fotos mais criativas serão a base para os 8 temas que irão compor o filme: Setting, Time, Character, Mood, Relationship, Goal, Obstacle e Unknown. E então, nas mãos do diretor, os elementos e detalhes capturados nas fotos serão transformados numa história instigante e ainda mais inspiradora. Afinal, nada se cria; tudo se inspira.

Confira o trailer da campanha e o making of :

Canon’s Project Imagin8ion – “Parade” :30

Canon’s Project Imagin8ion – “Parade” Behind-the-Scenes

1000 LETTERS OF PASSION by SILHOUETTE EYEWEAR

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Storytelling | No dia25-05-2011

Pare e pense: Quando foi a última vez que você escreveu uma carta pra alguém que você gosta? Queremos dizer, uma carta com papel e caneta.

Tá legal, você pode culpar a onipresença dos computadores e dispositivos conectados 24h, e que você se acomodou com os teclados QWERTY para mandar suas mensagens ou tuítes, tudo de forma mais prática.

Mas não podemos negar que há algo de especial nas cartas redigidas manualmente, e eis uma ideia para defender a tese: A Silhouette International Eyewear, sediada na Áustria, lançou a campanha “1000 Letters of Passion”.

No site, é possível escrever e enviar uma carta de amor, para amigos ou familiares, e a equipe da campanha terá a missão de transcrever manualmente todas as mensagens nas cartas e enviá-las ao destinatário no endereço fornecido pelo internauta. E você ainda pode dar uma espiada nas cartas já escritas, com declarações calorosas de amor e agradecimentos.

A cada carta, a marca se torna mais íntima do público, ajudando-o a contar o que gostaria de dizer às pessoas queridas. E o que poderia passar desapercebido ou esquecido, ficará registrado no papel para reler e recontar.

Pare e pense: Quando foi a última vez que você escreveu uma carta pra alguém que você gosta? Queremos dizer, uma carta com papel e caneta.
Tá legal, você pode culpar a onipresença dos computadores e dispositivos conectados 24h, e que você se acomodou com os teclados QWERTY para mandar suas mensagens ou tuítes, tudo de forma mais prática.
Mas não podemos negar que há algo de especial nas cartas redigidas manualmente, e eis uma ideia para defender a tese: A Silhouette International Eyewear, sediada na Áustria, lançou a campanha “1000 Letters of Passion”.
No site, é possível escrever e enviar uma carta de amor, para amigos ou familiares, e a equipe da campanha terá a missão de transcrever manualmente todas as mensagens nas cartas e enviá-las ao destinatário no endereço fornecido pelo internauta. E você ainda pode dar uma espiada nas cartas já escritas, com declarações calorosas de amor e agradecimentos.
A cada carta, a marca se torna mais íntima do público, ajudando-o a contar o que gostaria de dizer às pessoas queridas. E o que poderia passar desapercebido ou esquecido, ficará registrado no papel para reler e recontar.

HSBC – O JOGO DO MUNDO

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Storytelling | No dia24-05-2011

Há um ano, a HSBC promoveu o “Jogo do Mundo”, uma partida que aconteceu em lugares inusitados, como Plaza Zócalo (México), Ponte da Fraternidade (Brasil/Argentina) e Praça Vermelha (Moscou).

Mas o que o banco tem a ver com futebol, mesmo?

A campanha parte do conceito de que o banco é tão global quanto à paixão pelo futebol, onde não importa quem você é, mas basta uma bola para agitar qualquer ambiente. Ou seja, a bola está para o banco, assim como os jogadores estão para os clientes.

Os personagens que participam dos jogos são de mais variados perfis: Um arquiteto, uma luthier, uma professora de ninjitsu, um comerciante, um skatista, uma guarda florestal, um chef de cozinha, uma bailarina. E é nas mãos de cada uma dessas pessoas que a parceria com o banco poderia assumir diversas formas: um prédio que sai da planta, um instrumento musical, uma idéia empreendedora, um projeto de preservação ambiental e enfim, inspirações para enriquecer a história de vida e o futuro de cada um.

E assim funcionou o Jogo do Mundo, organizado pelo “banco do mundo”, que consegue identificar as oportunidades e o potencial de cada cliente com seu knowhow global.

Uma história de banco contada por pessoas.

Faviano, um chef italiano que se divide entre Moscou e Berlim

Marianna, bailarina brasileira no teatro de Bolshoi, Moscou

Veja mais histórias aqui

QUER FALAR DE SUSTENTABILIDADE? CONTE COM STORYTELLING

Postado por lukso | Em Apresentações, Branding, Storytelling | No dia23-05-2011


Ser sustentável já se tornou um indicador de qualidade das empresas, destacando as marcas responsáveis em detrimento das outras que não se dispõem a agir. Esse é um dos motivos pelo qual a Gestão Sustentável foi o tema do século, e ainda vai dar muito o que falar.

Porém, eis a pergunta: Será que as pessoas estão realmente envolvidas por todo esse esforço de sustentabilização das empresas?

Pensamos em como o Storytelling pode ser uma ferramenta chave para abordar o tema, e alguns exemplos de empresas que entenderam o poder das histórias para engajar e inspirar o público para as boas idéias que vão melhorar o mundo. Quer saber como? Confira abaixo.

INTEL IDEAJAM – DREAM BIGGER

Postado por lukso | Em Branding, Campanhas, Redes Sociais, Storytelling | No dia20-05-2011

Quer ver uma forma intessante da marca estar perto do consumidor?

Veja o que a Intel resolveu fazer por meio do IdeaJam, um projeto lançado no Youtube e que reuniu 48 mentes criativas para concretizarem suas inspirações em 48 horas, resultando em propostas de novos negócios e insights diversos com foco em web e mídias sociais.

O brainstorming trouxe conceitos divertidos como rede social para formar casais, um “tribunal online” para julgamentos e até uma empresa que vende álibis. O grupo com a melhor idéia escolhida pelos jurados ganhará a oportunidade de realizá-la, contando com o acordo de $20.000.

Essa é uma campanha que não tem cara de campanha, já que o foco não é inserir a marca como prioridade, mas abrir um espaço para deixar o público contar e divulgar as suas propostas unindo inovação e tecnologia: tem algo que combina melhor com o conceito da marca Intel?

Para comunicar com a mente seletiva do consumidor moderno, o idealizador do projeto dá uma dica: uma abordagem interessante é de aproximá-los através de storytelling:  promovendo a expressão e conversa, e naturalmente as pessoas vão compartilhar com os outros, argumenta Anthony Batt.

Veja o teaser do projeto e a abertura feita pelo Ashton Kutcher, que dá as boas vindas para os storytellers.

IdeaJam: Dream Bigger Sneak Peek

IdeaJam: Dream Bigger – Ashton Kutcher’s opening speech

OS INSEPARÁVEIS

Postado por lukso | Em Campanhas, Insights, Matérias, Storytelling | No dia19-05-2011

O personagem é um dos elementos fundamentais para se contar uma história. E alguns são tão característicos e consistentes no seu universo, que acabam se consagrando como um ícone duradouro na mente das pessoas. Na indústria cinematográfica, por exemplo, há alguns casos em que o personagem tem uma aderência tão forte ao intérprete (e vice versa) que tornam-se inseparáveis.

Que tal o Mark Hamill, escolhido para interpretar Luke Skywalker na trilogia “Guerra nas Estrelas”? Depois de reinar em Guerra nas Estrelas (1977), O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983), sua imagem como ator ficou fortemente vinculada ao personagem. Você consegue imaginá-lo em algum outro papel?

Outro exemplo é a atriz Sarah Jessica Parker, que fez o papel de Carrie Bradshaw na série americana Sex and the City, entre 1998 e 2004. A atriz é até hoje confundida com a personagem: “Uma das coisas que as pessoas têm dificuldade em entender é que não sou Carrie Bradshaw”, diz a atriz. “Não vou muito a festas, uso jeans no dia-a-dia e não tenho conselho sexual para ninguém.”

E o universo publicitário não fica de fora. Quem não se lembra do baixinho da Kaiser? José Valien Royo foi o garoto propaganda da marca por 16 anos (1984-2000) e apesar de ter estreado em 2005 como Zé da Colônia- garoto-propaganda da cervejaria Colônia-, continuará sendo o Baixinho da Kaiser para muitos.

Um caso semelhante é o ator Carlos Moreno que foi o Garoto Bombril durante 26 anos e posteriormente teve dificuldades para se firmar no teatro e na TV por ter sua imagem muito forte relacionada à Bombril. Quando se despediu, disse em um comercial: “Toda vez que você usar um produto Bombril você vai lembrar um pouquinho de mim”.

Esses são alguns de muitos exemplos em que o personagem é mais forte que o intérprete, assim como uma história pode ser mais poderosa que uma marca, tornando-se parte da memória do público.

Garoto Bombril – Carlos Moreno – Comerciais memoráveis

QUANTO VALE? SIGNIFICANT OBJECTS PROJECT

Postado por lukso | Em Artigos, Histórias que Fazem o Bem, Insights, Storytelling | No dia16-05-2011

Quanto você pagaria por este objeto acima?

Leiloado no eBay, o peso de papel, que custou  $1,49, foi vendido por $197,50. O que valorizou este objeto? A resposta: uma boa história.

Tudo começou em julho de 2009, quando o americano Rob Walker, escritor e colunista de NY Times Magazine e seu colega Joshua Glenn, também escritor e analista semiótico, lançaram o Significant Objects Project, que reuniu um grande grupo de escritores criativos e experientes para testar uma hipótese: “A narrativa transforma objetos insignificantes em significantes”.

Para o experimento, foram adquiridos em brechós, diversos objetos velhos, usados e de baixo custo e cada um desses artigos -aparentemente sem grande valor- ganhou uma nova vida nas mãos de um escritor responsável por criar uma história fictícia sobre o produto. Colocados à venda no eBay acompanhados de histórias em vez de descrições de produtos, os artigos chegaram a ser vendidos por preços 100 vezes superiores ao preço original.

O resultado foi surpreendente: Na primeira casino games online edição de vendas de “objetos significantes”, em 2009, faturaram $3,612.51 com a venda de artigos que custaram ao todo $128.74. O projeto teve mais duas edições, cujo faturamento beneficiou projetos de caridade. Para este ano, está previsto o lançamento de um livro com 100 melhores histórias de objetos significantes, que foram transformados pelo poder da narrativa.

Conheça a curiosa história de amor, que vendeu o peso de papel. Escrito por Debbie Millman:

Leia aqui a continuação dessa história.

Mais histórias de “objetos significantes”